Fraude no seguro automóvel

Junho 7, 2012
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fraudes no seguro automóvelAs seguradoras estão longe de serem as mais populares das empresas, embora recentes estudos mostrem que nesse particular, o da popularidade, batem os bancos em toda a linha.

Mas provavelmente a comparação não é justa, pois as instituições bancárias serão mesmo as entidades mais odiadas pelo cidadão comum, pois são aquelas a que o vulgar anónimo mais situações de queixa aponta.

Em todo o caso, por muito que queiramos vestir às companhias de seguros a pele de raposa, na realidade situações existem em que estas são imoladas quase como cordeiros, à conta de estratagemas e expedientes menos sérios, de alguns cidadãos, muitas vezes organizados em redes de malfeitores, que na prática prejudicam todos os restantes honestos consumidores de seguros, que acabam por pagar prémios mais elevados para que as seguradoras possam descontar os danos que as fraudes lhes infligem.

A fraude no seguro automóvel é das mais ricas em termos de peripécias e das que mais afligem as companhias de seguros.

E não estamos a falar da situação mais simples, de alguém que tenta tirar partido do ocorrido, atrevendo-se a imputar danos decorrentes da falta de manutenção do seu veículo, ou mazelas antigas, a um sinistro que lhe aconteça.

Os aldabrões tentam de tudo. Se no passado era comum automóveis já batidos serem colocados dissimuladamente em determinados locais, onde mais tarde se reivindicava ter acontecido o acidente, atualmente o expediente vai ao ponto de as viaturas são preparadas para circular até ao lugar onde se irá engendrar o acidente e aí chegadas embatem intencionalmente à vista inclusive de testemunhas idóneas, tornando imensamente complicada a tarefa de contrariar a veracidade do sinistro e provar a teatralização da situação.

Mas nem sempre, os embustes ficam por provar.

Um dos casos de fraude nos seguros mais mediáticos foi o da célebre Rotunda de Santo Ovídio em Vila Nova de Gaia.

Neste caso, 43 pessoas foram levadas a julgamento, acusadas e sentenciadas por terem simulado e provocado 138 acidentes automóveis entre os anos de 2000 e de 2006, com o intuito de defraudarem as companhias de seguros.

Os veículos apresentavam-se no local escolhido para perpetrar o acidente, com peças já danificadas agravando assim ainda mais as reparações a imputar às seguradoras.

As indemnizações pedidas rondaram o milhão de euros.

Mais recentemente desmontou-se também uma rede da zona de Lisboa, envolvendo 28 indivíduos, que se dedicava À aquisição de veículos em leilões, provocando posteriormente acidentes com os mesmos, na tentativa de defraudarem as companhias de seguros no valor das indemnizações. Estas terão chegado aos setecentos mil euros.

Um fenómeno levemente conotado com a fraude no seguro automóvel, porque era também ele realizado sobre rodas, é o que diz respeito a transportes de carga inexistente.

Leu bem.

Faz-se um seguro para esse transporte e participa-se o furto da carga do camião, ou então o incêndio total deste, quando a carga nunca existiu, ou está em repouso noutro local.

 

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