Seguros de crédito vão contar com linhas de apoio

Fevereiro 10, 2009
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Seguros de crédito com linhas de apoio a partir de agora” height=”172″ width=”220″ alt=”Seguros de crédito com linhas de apoio a partir de agora”/>O Governo vai lançar esta sexta-feira as linhas de apoio aos mecanismos de seguro de crédito com o objectivo de dinamizar a actividade económica e as exportações. Os seguros permitirão às empresas nacionais beneficiar de uma cobertura adicional de risco de crédito nas vendas. As linhas apresentadas são uma iniciativa do Governo, que tem estado em contacto com as várias seguradoras que actuam nesta área, resultando da definição deste pacote um apoio ao crédito comercial das empresas no valor global de 2 mil milhões de euros.

Nesta iniciativa que se pode assumir de importância vital para as empresas exportadoras, ao permitir cobrir o risco de não recebimento dos pagamentos de fornecimentos efectuados a clientes estrangeiros, intervêm o Sistema Nacional de Garantia Mútua, a Direcção-Geral do Tesouro e Finanças e a PME Investimentos, enquanto entidade gestora do FINOVA-Fundo de Apoio à Inovação. Pelas companhias de seguros, estão presentes a COSEC, a Credit y Caution, a CESCE, a Mapfre e a COFACE.

O Novo Regime de Seguro de Crédito tem como objectivo reforçar os plafonds de seguros de créditos actualmente existentes, face à situação financeira internacional, e alargar a capacidade das empresas portuguesas para fora dos mercados tradicionais (Europa e Estados Unidos da América), que apresentam as mais altas taxas de crescimento e de absorção das exportações portuguesas.

Prevê uma alavancagem dos plafonds do seguro de crédito pelas cinco seguradoras a operar no mercado nacional, através do sistema nacional de Garantia Mútua para os países dentro da OCDE e pela garantia directa do Estado para mercados fora da OCDE, que para além do risco comercial apresentam risco político.

O montante de dois mil milhões de euros será dividido em partes iguais para os países da OCDE e para os restantes mercados, sendo este montante duplicado para os quatro mil milhões de euros, logo que a primeira tranche esteja colocada.

Esta sexta-feira foram assinados os protocolos, que se destinam assim a contrariar as dificuldades que as empresas nacionais encontram dada a contracção de plafonds que se tem vindo a registar desde o segundo trimestre de 2008.

 

TOC e formadora em Contabilidade Financeira, Analitica e Fiscalidade. Colaboradora da Seguros Mais