Direct identifica as próximas tendências do setor segurador

A Direct está atenta a tudo o que se relaciona com o mercado segurador e não só, daí acompanhar nomeadamente as novas tendências das tecnologias e sistemas de informação (TSI) e perceber que num futuro próximo, também elas “entrarão” pelo sector dos seguros e serão aspetos perturbadores e desafiantes a ter em conta pelas companhias de seguros.

Direct identifica as próximas tendências do setor segurador

O Big data e a Internet das Coisas são paradigmas que a Direct já conhece e que se propõe a utilizar para manter e consolidar a relação com os seus clientes.

Algumas das Dez Tendências do Setor Segurador, identificadas pela Direct para o futuro, passam por estes conceitos e também por profundar o conhecimento sobre o cliente, personalizar os produtos, criar novas formas de atendimento online, desenvolver novas soluções de seguro devido ao impacto de novos hábitos como o car sharing e uma expectável subida nos prémios de seguros no ramo automóvel.

  1. A importância do Big Data

O Big Data, pelo seu volume e variedade de registos, assim como velocidade de geração de dados, assume-se cada vez mais como uma fonte inesgotável de conhecimento, de análise, perfilagem e segmentação de ofertas.

A sua utilização como ferramenta de gestão de pricing, estimativas de reservas ou seleção de risco, é cada vez mais um reforço de competitividade para o mercado segurador.

As redes sociais também irão contribuir como fonte de informação de hábitos e comportamentos, que cada vez mais acompanha todo o ciclo de vida do cliente.

O Big Data será fundamental para entender, ganhar e reter os clientes.

 

  1. Internet of things (IoT): veículos conectados

O desenvolvimento de veículos conectados com ligações wireless e Bluetooth que permitem a conexão com dispositivos móveis de forma integrada, são uma realidade atual.

O lançamento de seguros apoiados na monitorização de comportamentos de condução, por intermédio de «caixas negras», GPS, ou aplicações móveis, acompanham esse desenvolvimento.

Esta tendência, para uma partilha contínua de dados, resultará num maior conhecimento do cliente e das suas necessidades, o que irá permitir uma gestão mais segmentada das apólices, das reclamações ou do próprio risco, contribuindo também para a redução da fraude.

 

  1. Personalização: um seguro para cada pessoa

O customer centric e a personalização já não são uma tendência. São uma estratégia obrigatória e um fator crítico de competitividade.

O acesso ao que é relevante e necessário para o cliente só é possível através de uma profunda gestão de informação permitida pelo Big Data. O desafio para as seguradoras está na capacidade de investimento e desenvolvimento nesta ferramenta, por forma a conseguir extrair o máximo de valor e perceber exatamente o comportamento do consumidor.

Só assim conseguiremos criar produtos e soluções segmentadas simples, personalizadas e orientadas ao cliente, para que sejam efetivamente relevantes e úteis, mediante as suas necessidades reais, preferências e comportamentos.

Flexibilidade, transparência e experiência do cliente serão a chave para o futuro do setor.

 

  1. Aplicações móveis

Na sequência da aposta cada vez maior das seguradoras em estratégias multicanal, prevê-se um crescimento das ofertas de serviço por intermédio das aplicações móveis e por consequência da própria utilização dessas tecnologias.

A disponibilização de aplicações que permitem, não só a oferta de produtos, como também a gestão autónoma de: consulta, alteração, renovação e pagamento de apólices, monitorização e apoio à condução, participação e acompanhamento de todo o processo de sinistro e de assistência em viagem, e toda uma variedade de serviços que possam acrescentar valor ao Cliente e tornar os processos mais eficientes, fazem parte do caminho do futuro.

 

  1. A inovação tecnológica nos automóveis enquanto fator de redução de sinistralidade

Os veículos têm vindo a incorporar cada vez mais inovações tecnológicas, muitas delas relacionadas com a própria segurança e por esse motivo com impacto direto nos índices de sinistralidade. Sistemas como travagem de emergência, apoio à manutenção, sensor de fadiga, estacionamento automático e monitorização de ângulos mortos, são algumas das tecnologias que suportam e apoiam a condução e ajudarão na redução da sinistralidade.

O futuro próximo trará também automóveis que possam circular sem condutores, o que levará as seguradoras a ter de contemplar novos tipos de produtos.

 

  1. Economia colaborativa

Os avanços tecnológicos, sociais e económicos afetam os nossos hábitos de mobilidade.

O car sharing tende a crescer durante 2015, pelo que as companhas de seguros enfrentam o desafio de ter de identificar opções inovadoras nos contratos de seguro automóvel, relacionadas com estes novos modelos de consumo.

Sistemas como o Pay-As-You-Drive, que permite ao usuário pagar em função do uso do veículo, e o Pay-How-You-Drive, segundo o qual o segurado paga conforme conduz, serão potenciais alternativas a serem adaptadas para satisfazer as necessidades deste novo consumidor.

 

  1. Os prémios de seguro

O setor começa a notar um leve crescimento face à recuperação da economia, nomeadamente no que diz respeito ao mercado automóvel.

A par da atual fase de descida de preços do setor petrolífero, assistimos à propagação da oferta dos combustíveis «simples» e a um crescimento da venda de automóveis na ordem dos 30%, face ao período homólogo, o que irá contribuir para uma maior utilização de viaturas e consequentemente um aumento da frequência de sinistralidade, provocando uma expectável subida nos prémios de seguros no ramo automóvel.

 

  1. Impacto da revolução digital na experiência Cliente

Os hábitos de consumo dos clientes alteraram-se substancialmente. O consumidor de hoje é digital, tem um maior nível de informação e é mais autónomo, fazendo as suas pesquisas a partir de qualquer local e a qualquer hora: always on.

Seja através do telefone, chat ou redes sociais, o cliente digital estará cada vez mais conectado e informado. As seguradoras tendem a adaptar-se e a desenvolver novos canais de contacto e estratégias digitais como o e-service, que permite disponibilidade total, resposta imediata e uma gestão mais eficaz.

A transformação digital revolucionará o setor e permitirá melhorar claramente a experiência do cliente.

 

  1. Os comparadores

Tal como noutros países da Europa, será uma questão de tempo até que as plataformas de comparação de ofertas e preços acabem por ganhar o seu espaço no mercado nacional.

Noutros países, onde esse espaço deu lugar ao domínio de uma parte relevante do mercado segurador, a tendência é que estas plataformas comecem a aumentar a sua oferta de produtos e serviços, destinados a satisfazer as necessidades dos clientes. Isto leva a que estes players de mercado aprofundem o nível de conhecimento que têm do consumidor e simultaneamente reforcem o seu posicionamento de isenção e imparcialidade.

 

  1. O poder da recomendação

Em 2014, 51 por cento das pesquisas sobre seguros, feitas por utilizadores entre os 18 e os 44 anos iniciavam-se na internet e destas mais de 70% era feita através de motores de busca.

No momento em que se pesquisa e analisa virtualmente as ofertas, surge naturalmente a necessidade de garantir a credibilidade dos produtos e serviços, de partilhar experiências de satisfação ou insatisfação e conhecer recomendações de perfis semelhantes.

Nesse sentido, o poder da recomendação online é um forte influenciador das decisões de consumo, e é por isso que sistemas de avaliação de produtos e serviços, de recolha e partilha de feedbacks, começam a ser integrados nas estratégias das companhias.

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Mediadora de seguros e principal dinamizadora da criação da Seguros Mais, detém formação superior em Engenharia que aplica nas áreas da consultoria e formação, não deixando de ser elemento ativo nas publicações e avaliações do site.

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