Todos pagamos a fraude nos seguros

Junho 4, 2012
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Num recente artigo de fundo duma publicação online portuguesa – o Dinheiro Vivo, um especialista de investigação de sinistros, estimou que entre 15 a 20% dos sinistros que investiga tenham origem em fraudes, sendo que em média os casos detetados serão de apenas 5% – no máximo um terço do conjunto das situações, portanto.

O ramo automóvel, mas também os acidentes de trabalho, em que a seguradora é chamada a substituir a empresa ou o rendimento do próprio em caso de trabalhador por conta própria, estão entre as áreas onde a fraude mais tem aumentado.

De acordo com o mesmo testemunho, as regiões de Portugal onde mais casos de fraude nos seguros se verificam, são o Vale do Sousa, uma zona limítrofe do Grande Porto, bem como a margem Sul de Lisboa, e a região Oeste.

Pequenas fraudes fazem mossa

O número de pequenas fraudes detetadas, assim caraterizadas pelos valores reclamados serem inferiores a 500 euros, aumentou exponencialmente a partir de 2007, disparando 582%.

A atual crise económica e financeira poderá ter aqui um sinal evidente, uma vez que se constata que neste particular se arrisca mais por menos dinheiro.

Entre as fraudes, a estratégia mais frequente é a que se traduz num empolamento dos danos que resultam de um particular sinistro que na realidade aconteceu mesmo. Apenas, o referido sinistro não provocou todos os danos que por prática fraudulenta, alguns pretendem fazer crer à seguradora, e disso verem-se ressarcidos.

Números da Liberty Portugal, dão conta que este tipo de ocorrências, aumentou 413% nos últimos cinco anos.

Mas ainda mais preocupante, é o acréscimo registado de 211% no número de sinistros fictícios.

Preocupa às seguradoras este aumento (o triplo), bem como o nível de sofisticação com que alguns dests sinistros são engendrados.

Segurados honestos amortizam as fraudes

A crise é financeira mas também será de valores, uma vez que se constata um crescente cuidado e apuramento nas estratégias de ardil que servem para enganar as seguradoras, e que no limite obrigam os tomadores de seguros honestos a pagarem mais pelos seus seguros.

Pois desenganem-se os mais ingénuos. A sinistralidade acrescida acaba por reverter-se em prémios maiores, que todos pagamos.

As fraudes no seguro de automóvel, por exemplo, são cada vez mais preparadas e minuciosamente engendradas, tornando muito difícil o papel de quem tem que desmontar o estratagema.

 

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