Produção de seguros começa a tender para os níveis anteriores à Covid-19

Setembro 15, 2020

A produção de seguros quando medida pelo valor dos prémios emitidos, está a atenuar a quebra verificada durante o segundo trimestre de 2020, período de tempo em que se agudizaram os efeitos do surto pandémico.

Esta recuperação é mais visível nos ramos Não Vida que começam a regressar aos patamares de produção em que se encontravam antes da pandemia.

No ramo Vida o declínio mantém-se, embora de forma menos acentuada, tendo agora registado a menor quebra mensal do ano quando comparado com igual mês de 2019.

No total as vendas de seguros nos sete primeiros meses de 2020 sofreram uma descida de 25 por cento relativamente a igual período de 2019, mas se por exemplo compararmos apenas os valores de Julho, a diminuição já só foi de 6 por cento.

No ramo Vida, as vendas e contribuições para PPR sofreram uma quebra inferior à que se verifica desde finais do ano passado (-42 por cento) e no último mês já há indicações positivas quer nos produtos de capitalização (+3 por cento), quer nos de risco (+1 ponto percentual), levando, ainda assim, a uma baixa de 17 por cento no total do ramo.

Em Não Vida, os ramos automóvel (4 por cento) e acidentes de trabalho (3.5 por cento) voltaram a taxas de crescimento análogas às verificadas no início de 2020, antes da reacção ao surto do novo corona vírus.

Os seguros de saúde registaram uma subida 6.2 por cento (8.8 por cento nos primeiros sete meses), os seguros para transportes cresceram em prémios 6.8 por cento (-2.9 por cento) e os seguros de responsabilidade civil aumentaram de valor em 22 por cento.

Em geral os produtos de seguros deste ramo aumentaram 5 por cento nos primeiros sete meses comparando com 2019, e no mês de Julho essa variação foi de 4 por cento.

 

TOC e formadora em Contabilidade Financeira, Analitica e Fiscalidade. Colaboradora da Seguros Mais

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