Porque é que os segurados perdem a cabeça num sinistro

sinistro de perder a cabeçaNa sequência de um artigo anterior em que enfatizamos a necessidade das seguradoras mais que esgrimirem argumentos para saberem se as low cost acompanham os sinistros automóvel da mesma forma que as tradicionais, implementarem uma estrutura realmente facilitadora da gestão de sinistros, de maneira a cativarem os seus clientes atuais a manterem os seus seguros e a contratarem novos, decidimos abordar hoje alguns pontos negativos que observamos no tratamento que as seguradoras dão aos sinistros.

Colaboradores desmotivados

Geralmente os profissionais que estão na gestão de sinistros estão pouco motivados.

Não é um posto bem-querido pela generalidade dos colaboradores das companhias de seguros e alguma indisposição desses profissionais para a tarefa, transborda para o cliente ou para o mediador que o está a ajudar.

Peritagem com horários muito latos

Os horários para realizar a peritagem de viaturas são muitas vezes excessivamente abrangentes.

No exigente modo de via atual, levar o carro à oficina já é um transtorno, tê-lo lá o dia inteiro é um grande desarranjo para muitos. Os peritos deveriam ser capazes de indicarem um menor intervalo de tempo passarem pela oficina e avaliarem o sinistro.

Falta de acompanhamento do sinistro

O mutismo da companhia de seguros, muitas vezes durante largo tempo, não comunicado ao segurado como está o tratamento do seu sinistro. Hoje em dia é tão acessível a grandes organizações como as seguradoras disponibilizarem um acesso eletrónico à informação sobre o andamento do processo, tal e qual os seus funcionários a veem nos terminais internos, e muitas ainda não o implementam.

Incumprimentos na reparação

Outro aspeto desconcertante para o cliente se seguros é acordar um período de reparação e ver esse espaço de tempo ultrapassado, algumas vezes com a oficina a remeter a culpa para a seguradora e outras a seguradora a alegar falta de peças da oficina.

Ainda na oficina, não raras vezes, ao segurado é comunicada uma forma de reparação que não lhe agrada e com a qual supostamente e sem regatear deve concordar. E muitos acabam por fazê-lo por desconhecimento dos seus direitos.

Não raras vezes, em veículos praticamente novos, a primeira abordagem do perito/seguradora é a assumir a posição de impor a reparação do existente em vez da colocação de peças novas. Se alguns segurados acabam por concordar, quer concordem ou não e imponham a substituição, criou-se sempre um ambiente negativo, que fará o cliente de seguros em causa, desviar-se futuramente daquela companhia em particular, seja ela a sua atual ou a congénere. Valerá a pena esta estratégia?

Igualmente perturbadora é a falta de viaturas de substituição, ou o transtorno de ter que levantar a viatura em locais pouco convenientes.

Desacordo na indemnização

Para terminar, deixamos as indemnizações. Ainda há seguradoras que assumem uma postura de bazar no que concerne às indemnizações – querem que nós regateemos.

Se muitas vezes conseguem poupanças, porque há sempre quem não goste de se meter em trabalhos, noutras, ou quase sempre, perderão clientes, pois a generalidade de nós tem memória das situações constrangedoras que se nos apresentam.

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TOC e formadora em Contabilidade Financeira, Analitica e Fiscalidade. Colaboradora da Seguros Mais

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