Seguradora Tranquilidade condenada a indemnizar por morte de catatua

Março 12, 2009
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Companhia de seguros Tranquilidade condenada a indemnizar morte de catatuaO Tribunal da Relação de Coimbra condenou a seguradora Tranquilidade Seguros a pagar 1500 euros de indemnização pela morte de uma catatua, acrescidos de juros de mora. O Tribunal de Pombal vai ainda estipular o valor da ave que terá de ser pago aos proprietários da ave – entre os 2500 e os 5000 euros. O desenlace ocorreu apenas oito depois da morte de Cocki, a catatua que era de uma espécie internacionalmente protegida e designada cientificamente como “Cacatua Galerita”, trazida da Austrália pela família Rodrigues e considerada mais um elemento do agregado.

Cocki falava inglês e português e até chamava para ir à rua fazer as suas necessidades fisiológicas. A 17 de Outubro de 2001, encontrava-se fora da gaiola e acabaria por ser atropelada por uma viatura conduzida por um familiar dos Rodrigues no logradouro da família na aldeia de Carvalhais, Pombal.

Para além da morte da Cocki, os Rodrigues tiveram de enfrentar a jocosidade de alguns. Accionado o seguro do condutor da viatura, a dona recorda o dia em que o perito de seguros da Tranquilidade lhe contou que tinha estado num jantar onde se riram da história.

Fernanda afiança que ficou “chocada”. “Para eles a Cocki não tinha interesse, mas para mim tinha muito, era mais um elemento da família, como se fosse uma pessoa”, diz, revoltada. Garantindo que nunca pensou em dinheiro nem em ir para tribunal, Fernanda diz que apenas pretendia “respeito”. Jorge Ferreira da Silva foi o advogado da família. Admite que o assunto “era interessante”, que gostou de “fazer muita pesquisa” e que graças a alguns especialistas – que testemunharam em tribunal – hoje sabe muito mais de catatuas. Aquele advogado de Pombal sente-se satisfeito com a decisão do Tribunal da Relação de Coimbra, que condenou a seguradora a pagar 1500 euros de indemnização ao casal pela morte da catatua, acrescidos de juros de mora. Falta ainda o Tribunal de Pombal estipular o valor da ave que terá de ser pago aos Rodrigues – entre os 2500 e os 5000 euros.

Para Fernanda “fez-se justiça”. Por isso, está “contente”. “Não é pelo dinheiro, mas apenas por uma questão de justiça”, conclui.

fonte: JN

 

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